Resenha: Outlander
18:30
Sinopse
Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?
Desde antes da série de TV Outlander ser lançada, tinha visto o primeiro livro da série e me interessado muito pela sinopse. Mas, pela dificuldade em encontrar as edições, que primeiramente tinham sido lançados pela Rocco, fui deixando a leitura para depois. Quando a adaptação foi lançada, a Arqueiro começou a relançar os livros e foi aí que pude enfim fazer a leitura e começar a assistir a adaptação.
Nesse primeiro livro da série, a história começa em 1945 no período pós-guerra. Claire e Frank, estão em uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas após um período separados por causa da guerra. Frank é um historiador com grande interesse nas Terras Altas, já que alguns de seus antepassados viveram ali e Claire, enfermeira que trabalhou na guerra, está muito interessada em estudar plantas medicinais. Um dia, o casal presencia um ritual pagão em um círculo de pedras. Alguns dias depois, Claire volta ao local do ritual para encontrar uma planta que tinha visto antes. Ao chegar ao local, Claire tem uma sensação diferente e ao encostar em uma pedra, vai parar em um lugar diferente e a primeira pessoa que encontra é um inglês que é muito parecido com o seu marido, o conhecido Black Jack Randall. Após esse primeiro momento, Claire é resgatada/ sequestrada por um escocês. Após um tempo ela se dá conta que não está mais no século XX, mas no século XVIII, mais precisamente no ano de 1743, numa Escócia violenta e que está em conflito com a Inglaterra.
É tão difícil descrever em palavras tudo o que senti lendo o livro. Não vou negar que no início a leitura é lenta. Contudo, quando Claire viaja no tempo, a história ganha um novo fôlego e fica muito mais interessante. Daiana Gabaldon tem uma escrita bem descritiva, o que para mim não é ruim. Gosto quando os autores sabem usar esse artifício e a autora foi muito feliz. As descrições da Daiana são incríveis, eu realmente conseguia visualizar os cenários. Fora isso, me encantei pela forma como a autora trabalhou a personagem feminina principal. Claire é uma mulher empoderada e se posiciona fortemente naquilo que acredita e isso não muda quando ela se encontra em uma época em que as mulheres não tinham voz e eram subjugadas. Além disso, temos um vilão terrível, mas muito bem construído. Black Jack Randall é cruel e há cenas que dão um nó no estômago. Em contrapartida, Jamie é um mocinho incrível. É impossível não se emocionar com toda a sua história de vida e por tudo o que ele passou. Somando a tudo isso, vemos o conflito que acontece com a Claire, pois uma parte dela ainda ama o marido que deixou para trás e ao mesmo tempo, sente atração por Jamie. Mesmo assim, temos um romance bem trabalhado, daqueles que faz a gente torcer pelo casal principal.
O livro é bem denso e traz um contexto histórico muito bem trabalhado pela autora. Apesar de ser um livro longo, não senti a história arrastada, apesar do começo lento. Fiquei curiosa com tudo o que vai acontecendo durante a história narrada e a leitura é fluída e muito gostosa. Mergulhei de cabeça na leitura e fui completamente fisgada pela escrita da Daiana.
Enfim, não sei se consegui passar tudo o que senti durante a leitura, mas me surpreendi demais com o livro e se você quer se arriscar a ler, não tenha medo do tamanho do livro, faça a leitura e se encante pela história de Diana Gabaldon.
Título: A viajante do tempo (Outlander #1)
Autora: Diana Gabaldon
Número de páginas: 800
Editora: Arqueiro

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